quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Responsabilidades


   Responsabilidade é a obrigação a responder pelas próprias ações, e pressupõe que as mesmas se apoiam em razão ou motivos. O termo aparece em discussões sobre o determinismo e livre-arbítrio, pois muitos defendem que se não há livre-arbítrio não pode haver responsabilidade individual, pois ações pelas quais o individuo seria responsabilizado não foram praticadas de livre e espontânea vontade, e consequentemente, também podem ser uma pessoa muito errada: um aluno, um professor e um cidadão não pode haver nem castigo nem punição justa para aspectos julgados irresponsáveis.
   Uma pessoa responsável parte-se do princípio que, tendo a plena consciência das conseqüências dos seus atos praticados em favor do seu próprio e comum bem estar.
   Os motivos das ações de um individuo responsável devem fazer sentido e este deve fazer conhecer suas opiniões sem causar transtorno, ao resto da comunidade.
   Ser responsável é a obrigação de qualquer cidadão para uma vida saudável em sociedade.

Adolescente

   Adolescência é uma das etapas do desenvolvimento humano caracterizada por alterações físicas, psíquicas e sociais, sendo que estas duas últimas recebem interpretações e significados diferentes dependendo da época e da cultura na qual esta inserida.
   Segundo a Organização Mundial da Saúde, adolescente é o indivíduo que se encontra entre os dez e vinte anos de idade. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece outra faixa etária: dos doze aos dezoito anos. Daniel Sampaio define adolescência como sendo uma etapa do desenvolvimento, que ocorre desde a puberdade à idade adulta, ou seja, desde a altura em que as alterações psicológicas iniciam a maturação sexual ate à idade em que um sistema de valores e crenças se enquadra numa identidade estabelecida.
   Muitas culturas reconhecem pessoas como ‘tornando-se adultas’ em variadas idades. Por exemplo, a tradição judaica considera como adultos (membros da sociedade) os homens aos 13 e as mulheres aos 12 anos de idade, sendo a cerimônia de transição chamada Bat Mitzvah para as garotas e Bar Mitzvah para os rapazes. Os jovens católicos ambos os sexo recebem o sacramento da Crisma por volta da mesma idade.
   No Japão a passagem para a idade adulta e celebrada pelo Seijin Shiki (ou ‘cerimônia adulta’ em tradição literal).
   A legislação de cada país prevê sua idade formal de maioridade, quando adolescentes passam a ser tratados como adultos.
   Os aspectos físicos da adolescência (crescimento, maturação sexual) são os componentes da puberdade, vivenciados de forma semelhantes por todos os indivíduos. Quando as dimensões psicológicas e sociais, estas são vivenciadas de maneira diferente em cada sociedade, em cada geração e em cada família, sendo singulares ate mesmo para cada individuo. É neste contexto de alteração do próprio corpo e também de uma maturação ao nível do intelecto (operações formais e abstratas), que o adolescente procura entender quem é e qual o seu papel na sociedade em que vive: interessa-se por problemas de ordem moral e ética e, por vezes, adota ideologias.
   Atualmente, o conceito mais aceito é o de que não existe adolescência, e sim adolescência em função do político, do social, do momento e do contexto em que esta inserido o adolescente. A adolescência guarda ainda especificidades em termo de gênero, classe e também etnia.
  Uma em cada quatro jovens da América Latina é mãe antes de completar 20 anos. Os dados, de um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe(Cepal), mostram que a região não apenas tem o segundo maior índice de gravídez na adolescência no mundo, como ele vem subindo em vez de declinar. A taxa de mães jovens na região chega a ser mais de 40% acima do índice entre as mulheres em geral, alcançando 76,2 por mil. O documento, chamado “Juventude e Coesão Social na América Latina”, aponta para um cenário ainda difícil para os jovens latino-americanos: apesar do melhor acesso à educação e ao emprego, a educação sem qualidade, a pobreza e a violência matem as desigualdades sociais da região.

  De acordo com a Cepal, o numero de adolescentes grávidas na América Latina caiu ate o final da década de 1980. Desde então, voltou a crescer. No Brasil, mostra o estudo, 14,8% das jovens ate 19 anos tinham filhos em 2000. Dez anos antes, eram 11,5%. E o crescimento foi maior entre as mais pobres. Enquanto na porção mais rica a população a taxa de fertilidade se manteve estável em torno de 20 adolescentes grávidas por mil, na parcela mais pobre subiu de 120 por mil para 155 por mil.
  Ainda segundo a Cepal, o fato das jovens estarem iniciando a sua vida sexual mais cedo não é uma explicação convincente para o alto numero de jovens grávidas. Uma comparação é feita com a Espanha, onde a idade inicial das relações também caiu para em torno dos 15 anos, mas apenas 5% das adolescentes ficam grávidas. As informações são do jornal O ESTADO DE S. PAULO.



By: Aline S2 Leandro


     

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